INFÂNCIA EM RISCO: A ADULTIZAÇÃO NAS REDES SOCIAIS
Palavras-chave:
adultização, infância, redes sociais, impactos emocionais, trabalho infantilSinopse
O contato cada vez mais precoce de crianças com as redes sociais têm transformado a forma como a infância é vivida. Nesse processo, surge a adultização infantil, fenômeno em que meninos e meninas reproduzem comportamentos, padrões estéticos e responsabilidades típicas da vida adulta, comprometendo o desenvolvimento natural. O presente estudo busca compreender como a exposição excessiva nas redes sociais impacta a autoestima, o desenvolvimento emocional e social da criança, verificando se pode configurar afronta aos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), bem como suas possíveis aproximações com situações de trabalho infantil, quando a imagem do menor é explorada para fins lucrativos. Metodologicamente, este estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa qualitativa, bibliográfica e exploratória, baseia-se em autores das áreas do Direito, Psicologia e Educação, com levantamento de livros, artigos científicos, legislações, além da análise de casos recentes divulgados na mídia, adotando abordagem crítica e interpretativa. Constatou-se que a infância, quando transferida para o ambiente digital sem limites adequados, corre o risco de ser reduzida a um palco de exposição e consumo, o que representa não apenas um problema social, mas também uma violação jurídica. Conclui-se que é essencial fortalecer os mecanismos legais de proteção e ampliar o debate entre famílias, educadores e sociedade, a fim de garantir às crianças o direito de viver plenamente cada etapa da vida.