Entre os direitos e a realidade: uma análise jurídica e psico social da adoção tardia e o desafio de desligamento de jovens na maior idade
Sinopse
A adoção tardia no Brasil é fenômeno onde adolescentes permanecem em abrigos devido à crônica discrepância entre o perfil dos jovens disponíveis e o desejo dos pais adotivos. Mitos e preconceitos sociais reforçam essa situação, impedindo o direito fundamental à convivência familiar, assegurado pela Constituição de 1988 e pelo ECA. Este artigo propõe uma análise interdisciplinar (jurídica, social, psicossocial) para desmistificar o estigma e abordar a monumental questão do desligamento dos jovens que se tornam adultos sem adoção, enfrentando a vida sem apoio familiar crucial. A pesquisa, foi desenvolvido por meio de método hipotético dedutivo, baseado em referências bibliográficas, artigos, ordenamentos jurídicos e sites, buscando uma pesquisa de natureza qualitativa, do paradigma patrimonial para a proteção integral. Contudo, apesar das reformas, a adoção tardia ainda enfrenta desafios como intolerância, preparo insuficiente dos pais e dificuldade na construção de vínculos. Em suma, é revelado uma lacuna entre a lei moderna e a prática social. A efetivação do direito à convivência familiar para adolescentes exige uma mudança de paradigma, a eliminação do estigma e o cultivo de programas públicos de apoio e preparação.