RISPERIDONA NO TRATAMENTO DO TEA EM CRIANÇAS
Sinopse
Este trabalho avalia a risperidona no manejo de sintomas comportamentais do Transtorno do Espectro
Autista (TEA) em crianças, com ênfase em irritabilidade e agressividade, integrando evidências
qualitativas sobre eficácia clínica, perfil de segurança e implicações para adesão e qualidade de vida.
A revisão bibliográfica indica reduções consistentes de irritabilidade e comportamentos disruptivos em
curto prazo, com manutenção dos benefícios sob manejo estruturado e integração multiprofissional.
Observam-se, contudo, riscos relevantes, como ganho ponderal, alterações metabólicas,
hiperprolactinemia, sedação e eventos extrapiramidais, que demandam monitorização clínica e
laboratorial e uso da menor dose eficaz. A associação com terapias comportamentais tende a
potencializar desfechos funcionais e favorecer ajustes posológicos conservadores, ampliando
engajamento terapêutico e adesão familiar. Conclui-se que a risperidona é eficaz para sintomas-alvo
no TEA pediátrico quando inserida em plano de cuidado centrado na criança, com monitorização ativa
e integração com intervenções comportamentais, recomendando-se decisão individualizada e
reavaliação periódica do risco-benefício.