O Granuloma Central de Células Gigantes: Um Desafio Clínico: Lesão Central de Células Gigantes
Sinopse
O Granuloma Central de Células Gigantes (GCCG) é uma lesão óssea benigna de etiologia incerta, caracterizada histologicamente por tecido conjuntivo fibroso com focos hemorrágicos, células gigantes multinucleadas e, em alguns casos, trabéculas de osso imaturo. Supõe-se que seu desenvolvimento esteja relacionado a sangramentos intramedulares provocados por traumas locais. Essa condição é rara, representando cerca de 7% dos tumores benignos dos ossos maxilares, com predominância na mandíbula, especialmente na região anterior e incidência maior em mulheres com menos de 30 anos.
Radiograficamente, o GCCG apresenta grande variabilidade, podendo manifestar-se como áreas radiolúcidas uniloculares ou multiloculares, com margens bem ou mal definidas. Em lesões mais agressivas, observam-se halo radiopaco, expansão e perfuração cortical, além de deslocamento dentário, reabsorção radicular e, em casos severos, fraturas patológicas. Clinicamente, o GCCG divide-se em duas formas principais: agressiva e não agressiva. A forma agressiva exibe crescimento rápido, dor local e destruição óssea significativa, podendo causar deformidade facial semelhante ao querubismo. Já a forma não agressiva apresenta crescimento lento, geralmente assintomático, e tende a ser descoberta incidentalmente em exames radiográficos de rotina.
Apesar dos avanços diagnósticos e terapêuticos, o comportamento clínico do GCCG permanece imprevisível, variando de lesões assintomáticas e estáveis a quadros destrutivos e recorrentes. Essa heterogeneidade reforça a importância do acompanhamento clínico e radiográfico contínuo, visando o manejo adequado e a prevenção de complicações.