PROTOCOLO DE ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO PARA PACIENTES IMUNOSSUPRIMIDOS HOSPITALIZADOS
Palavras-chave:
Odontologia hospitalar, pacientes imunossuprimidos, complicações orais, Protocolos clínicos, infecções bucaisSinopse
A Odontologia Hospitalar configura-se como um campo essencial dentro da atenção
multiprofissional em saúde, especialmente no cuidado a pacientes imunossuprimidos, cuja
vulnerabilidade sistêmica favorece o surgimento e agravamento de manifestações orais. Esses
indivíduos apresentam redução significativa da resposta imune, o que os torna suscetíveis a
infecções fúngicas, virais e bacterianas, a exemplo da candidíase, da mucosite, das
periodontopatias e de lesões relacionadas a coinfecções ou efeitos adversos de terapias
imunossupressoras. Estudos recentes evidenciam que tais alterações não apenas comprometem
a saúde bucal, mas também atuam como focos de disseminação sistêmica capazes de
intensificar processos inflamatórios e repercutir negativamente no estado clínico geral. Diante
desse cenário, os protocolos de atendimento odontológico tornam-se fundamentais para a
prevenção, diagnóstico precoce e manejo terapêutico de complicações orais e sistêmicas
durante a internação. Assim, este estudo teve como objetivo analisar o que a literatura apresenta
acerca dos protocolos aplicados a pacientes imunossuprimidos hospitalizados. De forma
complementar, buscou-se identificar as principais manifestações orais observadas nesse grupo,
investigar fatores de risco associados ao agravamento dessas lesões, avaliar os impactos sobre
a qualidade de vida e sistematizar diretrizes preventivas e terapêuticas voltadas à redução de
infecções. A pesquisa, de caráter bibliográfico, permitiu compreender a amplitude e a
relevância da atuação odontológica nesse contexto, reforçando que protocolos bem estruturados
contribuem de maneira decisiva para a manutenção da saúde bucal, a redução de riscos
infecciosos e a melhoria da qualidade de vida durante a internação.