A MEDIAÇÃO SOCIAL NO AUTISMO INFANTIL: : UM OLHAR À LUZ DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

Autores

LARISSE RODRIGUES
Centro Universitário de Iporá

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista, Teoria Histórico-Cultural, Mediação

Sinopse

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é frequentemente abordado sob a perspectiva do
modelo biomédico tradicional, que tende a enfatizar déficits e limitações individuais. Em
contraste a essa visão, a Teoria Histórico-Cultural (THC) de Lev Vygotsky oferece uma
concepção teórica significativa, ao defender que a formação do indivíduo não ocorre de
maneira isolada, mas sim por meio da interação com o outro e com o meio. Assim, a THC
ressalta a importância crucial da mediação social e das interações para o desenvolvimento das
Funções Psicológicas Superiores (FPS). Essa perspectiva se mostra especialmente relevante
no contexto do TEA, por valorizar o potencial de desenvolvimento de cada indivíduo, em vez
de focar exclusivamente em suas limitações. O presente estudo, de caráter qualitativo e
bibliográfico, utilizou a Revisão Integrativa de literatura, analisando produções publicadas
entre 2014 e 2025. O objetivo central foi investigar de que forma as práticas mediadoras, à luz
da Teoria Histórico-Cultural, podem favorecer o desenvolvimento integral de crianças com
TEA. Os achados da revisão indicam que estratégias planejadas, que incluem brincadeiras,
atividades em grupo e o uso de recursos culturais, promovem avanços significativos na
aprendizagem, na autonomia e na inserção social. Conclui-se que a mediação social constitui
uma ferramenta essencial para superar as visões restritivas do autismo e, consequentemente,
fortalecer a educação inclusiva.

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Publicado

dezembro 17, 2025